quarta-feira, 2 de agosto de 2017

VIOLÊNCIA E ARBITRARIEDADE MARCAM DESOCUPAÇÃO NA “TERRA PROMETIDA”

By: MARINOR BRITO: - 10:53

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Bombas, balas de borracha, gás lacrimogênio e um efetivo com mais de 400 homens fortemente armados, com cavalaria montada, tropa de choque e canil. Foi esse aparato mobilizado pelos governos do PSDB em Belém e no Pará para “fazer cumprir” na manhã desta quarta-feira (02), a desocupação da Radional 2 (ocupação “Terra Prometida”) no bairro do Jurunas, um dos maiores da periferia de Belém.
A desocupação em favor da prefeitura, proprietária da área, foi autorizada pelo juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Estado.
Maria do Socorro, 49 anos, ao ver a tropa de choque se aproximar, clamou: “Eu não tenho para onde ir. Vocês não estão lidando com bandidos, pelo amor de Deus! Aqui, são famílias, são pessoas trabalhadoras que ganham a vida de domingo a domingo. Eu pago meus impostos e é desse jeito que eles nos tratam?”, indagou.
Uma moradora da “Terra Prometida”, que não quis se identificar, mãe de nove crianças, chamou a imprensa para comunicar que iria tocar fogo no seu pequeno imóvel, porque não tinha mais forças para lutar pelo seu direito que estava sendo violado. “Cheguei aqui há seis meses, consegui um pedaço de ‘chão’ e com muito esforço, trabalho e a ajuda dos vizinhos ‘levantei’ esse pequeno barraco, e aqui estava criando meus filhos, mas agora, não tenho mais nada. Sem ter para onde ir, me resta o desespero e sem forças para continuar lutando pelos meus direitos, vou tocar fogo no único bem que conquistei com muita dificuldade e trabalho”, declarou, com os olhos cheios de lágrimas.

DETENÇÕES | Durante a desocupação na “Terra Prometida” cinco lideranças foram detidas e levadas à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE). Entre elas, Edson Luís Ferreira, Jacqueline Silva e Jorge André Silva (Frente Povo Sem-Medo). “Não havia razão para sermos detidos, estávamos lá em solidariedade à luta do povo pelo justo direito à moradia e mesmo com a provocação de um dos policiais responsáveis pela operação, que a todo o momento provocava, usando de palavrões e intimidações, mesmo assim nos mantivemos calmos,”, disse Ferreira. Após os depoimentos, os cinco detidos foram liberados para irem ao ILM realizarem exames de corpo de delito.

APOIO INCONDICIONAL DO MANDATO DA VEREADORA MARINOR BRITO – PSOL | Há pelo menos seis meses dedicamos apoio militante e material, mesmo que escassos, devido às limitações financeiras de um mandato municipal, para garantir o direito constitucional de morar das cerca de 650 famílias, algo em torno de 4 mil pessoas da ocupação “Terra Prometida”. Só nas últimas 24 horas, negociamos com diversas autoridades no sentido de suspender a desocupação e retomar as negociações que garantissem o direito de morar. Não foi possível, tanto a prefeitura, proprietária da área, assim como o governo do Estado responsável pelo aparato bélico-policial, ambos sob o comando político do PSDB, se negaram.
Não restando nenhum outro caminho para os moradores da “Terra Prometida”, acompanhamos com preocupação a tensão causada pela decisão das autoridades que deveriam ser as primeiras dispostas ao diálogo, mas que preferiram o confronto violento como caminho para desocupar a área. Ainda assim, o povo resistiu por quase duas horas, até que a polícia, com força bruta e desmedida, conseguiu entrar, disparando bombas e balas de borracha, gás lacrimogênio, spray de pimenta com suporte de helicóptero e da cavalaria. Depois vieram as detenções arbitrárias de cinco lideranças que foram levadas à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE). Entre elas, Edson Luís Ferreira, Jacqueline Silva e Jorge André Silva (Frente Povo Sem-Medo). Acompanhando tudo, fiz um vigoroso pronunciamento na CMB, denunciando as atrocidades e responsabilizando o prefeito Zenaldo Coutinho e governador Simão Jatene pelo o ocorrido e em seguida, fui junto com minha assessoria jurídica acompanhar o depoimento e liberação dos companheiros detidos. Esse é o real compromisso e solidariedade do nosso mandato. “Ser permanentemente uma ferramenta de luta que foi renovada pela segunda vez consecutiva como o mais votado de Belém e que só terá sentido e razão para continuar existindo se for para estar ao lado do povo, colaborando com sua organização e defesa radical de seus direitos e conquistas”, disse Marinor Brito.

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