terça-feira, 30 de maio de 2017

FESTA DA CHIQUITA PODE DEIXAR DE SER PATRIMÔNIO CULTURAL DE BELÉM

By: MARINOR BRITO: - 11:02

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A vereadora Marinor Brito (PSOL) se manifestou contrária ao veto parcial do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) que retira a Festa da Chiquita do projeto de lei, aprovado pela CMB em 2015, que reconhece como patrimônio cultural de Belém a procissão do círio de nossa Senhora de Nazaré, de autoria do ex-vereador Victor Cunha (PTB).
Fazendo um contraponto, ao vereador Fabrício Gama (PMN), que se manifestou favorável ao veto parcial do prefeito, a ex-senadora disse que: “Uma coisa é a Igreja Católica ser organizadora do Círio de Nossa senhora de Nazaré, outra coisa é a dimensão político-cultural que a festa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré tomou para Belém, para o Pará, para o Brasil e para o mundo, em que extrapola até mesmo o catolicismo, o âmbito da religião católica e do poder da igreja sobre esse evento”, disse.
Marinor Brito, que em 2011, quando esteve Senadora da República, realizou uma sessão especial no Senador para homenagear a padroeira do povo do Pará, destacou a importância da homenagem, garantindo em lei municipal o reconhecimento das diversas manifestações culturais que se ancoram, antes e durante a procissão do Círio: “A festa da Chiquita, assim como Auto do Círio, que estão contidos no projeto de lei aprovado em 2015, como importantes elementos do patrimônio cultural e imaterial, não são organizados pela Igreja Católica. O Auto do Círio é organizado pela UFPA, a partir das manifestações culturais dos artistas de Belém, e está garantido no conteúdo do projeto, assim como também a Festa da Chiquita (vetado) que também é uma manifestação cultural, organizada de forma pública, não durante a Trasladação, como alguns dizem, mas depois que a Trasladação passa, daí, então, começa a Festa da Chiquita, que originalmente é o encontro de manifestação cultural, que traz o Carimbó de Marapanim, traz outros elementos da cultura local e comunidades LGBTs . Mas, aí vamos ao ‘mas’, como vem sendo coordenada por um artista declaradamente homossexual, talvez esteja aí o preconceito (e razão do veto parcial), e aqui eu rendo as minhas homenagens ao cantor e compositor Eloy Iglesias, uma pessoa que transpôs o tempo, que quando nem se falava em homossexualidade na extensão que esse debate tomou, ele já se colocava publicamente como um artista gay, e por isso, fez muita resistência para que a Festa da Chiquita não acabasse. Na maioria das vezes, perseguido, mas na gestão do ex-prefeito Edmílson Rodrigues foi inaugurada uma nova etapa de conversa, respeito à diversidade e garantia de infraestrutura como a colocação de palco, banheiros químicos, iluminação e proteção da guarda de Belém ao patrimônio público. Por isso, a Festa da Chiquita se mantém como um patrimônio do povo, queira ou não o prefeito atual e os que o antecederam, queiramos nós ou não, os vereadores. É uma tradição, e por isso pode ser chamada de patrimônio cultural e imaterial, queiramos nós ou não. Existem famílias, pessoas, grupos sociais, artistas que se deslocam todos os anos para aquela área no entorno do Teatro da Paz, do Bar do Parque, para depois que a Trasladação passar, numa bela procissão, iniciar-se uma festa pública, portanto, popular e de interesse público que soma-se à grande festa religiosa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré que enche a cidade de Fé, mas que também se orgulha da festa do nosso povo. Por isso, achamos importante manter no projeto, a Festa da Chiquita, encerrou.

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