quinta-feira, 27 de agosto de 2015

MARINOR REALIZA SESSÃO ESPECIAL EM HOMENAGEM AO DIA MUNICIPAL DO CARIMBÓ

By: MARINOR BRITO: - 08:24

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A Câmara Municipal de Belém promoveu nesta quarta-feira, sessão especial alusiva ao Dia Municipal do Carimbó. A proposição foi apresentada por Marinor Brito (Psol) e aprovada por unanimidade. A data oficial também foi uma iniciativa da vereadora.
O Dia Municipal do Carimbó é também uma homenagem a Augusto Gomes Rodrigues - o mestre Verequete. O músico faleceu aos 93 anos de idade. Nasceu em Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança, em 1916. Teve doze discos gravados e é a maior expressão artística do carimbó.
O nome Verequete vem do tempo em que trabalhou na Base Aérea de Belém. Durante o processo de reconhecimento do carimbó, Verequete exerceu papel importante ao trazer em sua música elementos da cultura tradicional, reelaborados para um contexto urbano.
Parlamentar com história na defesa das manifestações culturais, Marinor Brito convidou representantes de vários grupos folclóricos. "Essa sessão é uma forma de resistência. Serve para mostrar que a cultura popular está viva, apesar da falta de incentivo e de financiamento". Em seguida, criticou: "reunimos aqui vários artistas, dançarinos, poetas e músicos que, tal como Verequete, vivem no anonimato porque Poder Público não tem compromisso com a cultura."
Se vivo fosse, Verequete estaria comemorando 99 anos. A Sessão foi planejada para coincidir com o aniversário. "Esse dia deveria ser muito importante para o Governo do Estado e para a Prefeitura de Belém. Mas se não é para eles, é para nós que queremos dizer viva o carimbó de Verequete", disse Marinor.
O objetivo do evento foi valorizar do trabalho de "mestres populares" de várias regiões. O plenário da Câmara foi tomado por grupos de folclóricos da capital e do interior do estado. Entre todas as demandas, uma foi consenso: a necessidade de políticas públicas para preservação da cultura local.
Para a pesquisadora da UFPA, Eliana Bogéa, é importante destacar o motivo para celebrar esta data. "Eu acredito que mais do que celebrar, é importante dizer que os artistas não querem apenas o registro. Eles querem políticas de proteção, políticas de salvaguarda e formas de apoio à produção cultural." Eliana explica que através de políticas de incentivo seria possível criar uma agenda cultural para o carimbó como modo de vida e como modo de fazer típico da zona rural paraense.
Valcir Santos, membro do Fórum Municipal de Cultura, compartilha a mesma opinião. Para ele, a data deveria ser uma referência na luta pela implementação da lei nº 8943, aprovada em julho de 2012. A lei Walmir Bispo dos Santos, como ficou conhecida, institui o sistema municipal de cultura de Belém, seus princípios, objetivos, estrutura, organização, gestão e formas de financiamento. Mas até hoje, aguarda sua implementação pelo Poder Executivo.
Cultura - A manifestação cultural teve origem entre os escravos, mas o nome tem origem indígena. Vem da palavra korimbó (pau que produz som). Com o tempo, carimbó passou significar não apenas aos tambores, mas também à dança associada ao ritmo produzido pela percussão.

O carimbó se tornou Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2014. O registro foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, formado por representantes da União e da sociedade civil. Criado no século XVII por negros africanos do nordeste do Pará e com influências indígena e ibérica, o ritmo é uma das mais tradicionais expressões culturais do estado do Pará e da região amazônica brasileira.
Entre os anos de 2008 e 2013, o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan e a Superintendência do Iphan no Pará conduziram o processo de registro e realizaram pesquisas para a Identificação do carimbó em diversas localidades do estado.
Hoje, a expressão carimbó é usada para se referir à expressão que envolve festa, música e coreografia características e tradicionalmente reproduzidas no nordeste paraense. Os temas das canções, em geral, são alusivos a elementos da fauna e da flora da região, ao dia a dia do trabalho e às práticas cotidianas.
Além da vereadora Marinor, estiveram na Composição da Mesa a pesquisadora da UFPA, Eliana Bogea, o Coordenador do Fórum Municipal de Cultura, Valcir Santos, a representante do Núcleo de Arte Cultura da UEPA, Fátima Vera, e Socorro Pimentel, do Quilombo Cigano.


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