quinta-feira, 11 de junho de 2015

MARINOR APOIA GREVE DOS EDUCADORES DA UFPA

By: MARINOR BRITO: - 12:26

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CARTA DOS PROFESSORES DA UFPA À SOCIEDADE: Nós, professores da Universidade Federal do Pará (UFPA), entramos em greve por tempo indeterminado no último dia 28 de maio de 2015. Nossa decisão foi tomada em assembleia geral da Associação de Docentes da UFPA (ADUFPA),realizada no dia 20 de maio, quando a categoria confirmou a deliberação da reunião dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) da Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - Sindicato Nacional (ANDES-SN), ocorrida nos dias 15 e 16 de maio, em Brasília.
A deflagração da greve foi a alternativa encontrada por nossa categoria depois de esgotarem os esforços de diálogo com o governo federal, que desde 2014 não avança nas negociações da pauta dos docentes das IFE.
O corte de 35% no Orçamento da União em relação ao valor previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, feito por Dilma Rouseff (PT), acertou em cheio a Educação Pública com o bloqueio de mais de 9 bilhões de reais do Ministério da Educação (MEC).
Grandes Universidades como a UFRJ suspenderam atividades e serviços por conta dos cortes, que aprofundam a já intensa precarização das condições de trabalho e ensino nas universidades brasileiras. A contenção de orçamento pelo governo já é sentida na UFPA. Somente nos dois primeiros meses do ano, o corte do repasse feito à universidade, representou uma diminuição de mais de 6 milhões na verba de custeio.
O contingente prejudica toda a universidade, principalmente os estudantes, pois resulta no corte de bolsas de pesquisa, de ensino e de extensão, para graduação e pós-graduação; resulta, também na limitação no serviço do Restaurante Universitário com a redução da quantidade de refeições diárias ou aumento do valor cobrado pela alimentação (pois a universidade já declarou que seu custo mensal é alto); acentua os problemas de infraestrutura (falta de equipamentos e insumos para laboratórios e aulas práticas); prejudica a realização de concursos para preenchimento de vagas de docentes e técnicos; corta verbas de diárias e passagens para participação dos estudantes e professores em eventos acadêmicos e científicos, dentre outras evidências da precarização.
Por tudo isso, a greve é o único caminho encontrado pelos docentes para enfrentar a intransigência do governo federal e o contexto de caos nas Instituições Federais de Ensino.
Nossos principais pontos de pauta são a defesa do caráter público da universidade por mais investimentos, melhoria nas condições de trabalho, reestruturação da carreira para o magistério federal, garantia de autonomia e valorização salarial para ativos e aposentados.
Reivindicamos mais concursos públicos pelo Regime Jurídico único e nos posicionamos radicalmente contrários à contratação de professores via Organizações Sociais (OS), o que significaria um passo largo rumo a privatização das universidades.
Julgamos inaceitável o corte no orçamento do MEC e das Universidades Federais, pois não existe 'Pátria Educadora' sem investimentos na Educação Pública e sem a valorização do trabalho docente.
Conclamamos a sociedade a se solidarizar e somar forças contra o desmonte dos Serviços e da Educação Pública. Nossa luta é por uma universidade pública, gratuita e de qualidade!
ADUFPA.

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