quarta-feira, 17 de junho de 2015

COM VOTAÇÃO ADIADA, MARINOR FAZ APELO AOS VEREADORES PARA GARANTIR COMISSÃO PARA APURAR IRREGULARIDADES NA SESAN

By: MARINOR BRITO: - 15:00

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Ficou para a sessão da próxima segunda-feira (22) a votação do requerimento proposto pelas vereadoras Marinor Brito (PSOL) e Sandra Batista (PCdoB) para criação de uma comissão especial a fim de acompanhar as denúncias de supostas irregularidades em contratos fechados pela Sesan (Secretaria Municipal de Saneamento), que envolvem a licitação da coleta de lixo e o pagamento de R$ 12,5 milhões que a  prefeitura fez, no ano passado, à empresa Sólida Construção Ltda.
Marinor foi contundente ao usar da tribuna para, mais uma vez, tentar sensibilizar os vereadores, aliados do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) sobre a  necessidade da criação de tal comissão feita por ela e pela vereadora Sandra, reafirmando que este é um direito constitucional e está previsto no art. 33 da Lei Orgânica do Município de Belém. Segundo a parlamentar psolista, "além de ser um direito, é também um dever, de fiscalizar todo e qualquer assunto de conhecida relevância", disse.
"Ontem, o prefeito Zenaldo foi para os meios de comunicação para dizer que vai fechar o lixão do Aurá, que  tem uma licitação em curso e uma empresa, a Revita, que já anunciou, mesmo antes iniciar a licitação, que ganhará o contrato da destinação final do lixo", denunciou.
"Tem esta situação da sólida, e mais de 22 mil famílias no Aurá, Águas lindas e mediações que não terão respostas da prefeitura, a não ser a que o prefeito anunciou que vai fechar o lixão. E como essas famílias garantirão o seu sustento?", indagou.
"Não é possível que vossas excelências não se preocupem com uma situação tão grave. A atitude do prefeito é de uma conduta anti-povo, de incitação à violência, podemos até entrar com uma ação contra o prefeito dizendo que ele está incitando ao crime, porque quando você desemprega milhares de pessoas, quando você tira o sustento das famílias, você está deixando essas pessoas na vulnerabilidade social ainda maior do que já estão, porque já vivem em condições desumanas, precárias, mas conseguem pelo menos o sustento, o alimento diário para alimentar os filhos", afirmou.
Por determinação do Ministério Público do Pará, o lixão do Aurá, em Ananindeua, onde é despejada a maior parte do lixo produzido na Região Metropolitana de Belém, deverá encerrar suas atividades no próximo dia 5 de julho. Para Marinor, isso é preocupante.
"Tem uma determinação do MPE, que agora virou o arauto de defesa dos direitos do povo, que exige o encerramento das atividades do lixão, mas não diz o que fazer com o direito das pessoas de sobreviver, de ter renda e emprego, não diz em que prazo o prefeito poderia fazer um investimento. Por que não faz um projeto de biorremediação como fez o ex-prefeito Edmilson Rodrigues, que foi fruto de prêmio internacional criando um projeto alternativo aos filhos dos trabalhadores? A gente não vai se calar até que vossas excelências entendam que tem uma questão de relevância social para ser tratada e esta casa está se recusando a fazer", completou.
Segundo Marinor, são mais de R$ 40 milhões de dinheiro público que estão sob suspeita e a maioria dos vereadores votaram, na última segunda-feira (15), contra o direito de investigar, de acompanhar uma denúncia tão séria contra a municipalidade.

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