quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Prisão de Guantánamo completa dez anos

By: MARINOR BRITO: - 20:33

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O local foi inicialmente aberto para receber acusados por terrorismo, poucos meses após os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos, arquitetados pela rede terrorista Al Qaeda. Os primeiros 20 presos, detidos no Afeganistão, chegaram à base militar exatamente em 11 de janeiro de 2002.

Atualmente, a prisão abriga 171 prisioneiros, incluindo um acusado de ser um dos supostos mentores dos atentados às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e à sede do Pentágono, em Washington. Enquanto 36 aguardam por julgamentos, outros estão sem perspectiva de receber a sentença. Entre todos os presos, há 46 que os EUA consideram perigosos, mas não podem acusá-los por falta de provas.

Como os acusados foram presos de acordo com a jurisdição militar norte-americana, podem seguir detidos sem prazo definido. Além disso, por lei assinada no último ano pelo presidente Barack Obama, os presos podem ser julgados em um tribunal militar localizado na própria base onde está localizada a prisão.

Em 2009, logo após assumir a Presidência, Obama afirmou que fecharia a prisão em, no máximo, um ano. Apesar disso, a prisão continua em atividade e é alvo de fortes críticas de organismos internacionais que lutam pelos direitos humanos.

As denúncias de violações de direitos básicos dos presos foram freqüentes durante os dez anos de funcionamento da prisão. Em entrevista à Agência France Presse, o argelino Saber Lahmar, preso durante quase oito anos em Guantánamo, denunciou as violências às quais foi submetido.

Segundo ele, sua comida continha drogas que o impediam de dormir. Além disso, o ex-prisioneiro tinha de ficar em uma cela de dois metros por 1,5, com um ar condicionado potente e sons derivados de material pornográfico.

Aos 42 anos, Lahmar, que atualmente mora na França. Ele foi libertado por um Tribunal Federal norte-americano em 2008 por falta de evidências dos crimes aos qual foi acusado. Além disso, o argelino conseguiu comprovar que não constituía uma ameaça para os EUA.

Em 2004, estourou uma série de críticas à prisão, motivadas por fotografias exibidas na rede de TV CBS. As imagens mostravam os guardas de Guantánamo ao lado dos prisioneiros em posições humilhantes, submetidos a torturas psicológicas e físicas.

Com o tempo, por conta do alto custo da prisão, o governo norte-americano decidiu por diminuir o número de prisioneiros detidos na prisão cubana.

Até hoje, de acordo com números de organismos internacionais, 775 prisioneiros já passaram pela prisão. Há um ano, nenhum dos detidos saiu da prisão. Apesar da promessa de Obama, os críticos não acreditam que o presidente irá tomar alguma decisão em 2012, ano de eleições presidenciais.



Fonte: Ópera Mundi

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1 comentários:

Emanuel Mergulhão disse...

É inaceitável que um país TERRORISTA (este sim, mais que os árabes) como os EUA ainda ocupa uma das 5 cadeiras mais importantes da ONU.
É a hipocrisia e a corrupção presente até no principal organismo internacional.

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