quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Senadora Marinor Brito participa do Prêmio João Canuto de Direitos Humanos

By: MARINOR BRITO: - 10:57

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A senadora Marinor Brito, líder do PSOL no senado federal, participa na tarde desta quinta-feira (10), da entrega do Prêmio João Canuto 2011, durante o IX Fórum de Direitos Humanos que acontece no auditório do IPUB/UFRJ, Rio de Janeiro, capital.

Dira Paes (MHuD), Pe. Ricardo Rezende e Senadora Marinor Brito
O Prêmio João Canuto de Direitos Humanos é organizado pelo movimento Humanos Direitos (MHuD), Grupo de Pesquisa do Trabalho Escravo e Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPP-DH/UFRJ) e é concedido a personalidades que se destacaram na defesa dos direitos humanos no país.

Com destacada atuação na defesa dos direitos humanos no Brasil, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), integra no parlamento brasileiro a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal e é relatora da CPI do Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas que vem realizando diligências por todo país, com o intuito de identificar rotas, tráfico interno e transnacional de pessoas, trabalho escravo, quadrilhas responsáveis pela exploração sexual de crianças e adolescentes e pelo tráfico de órgãos.

- É uma honra poder participação de tão importante premiação, o que significa que a luta pelos direitos humanos no nosso país está longe de acabar, mas são iniciativas com estas que dignificam e fortalecem a nossa luta por justiça e por direitos que o Estado brasileiro não assegura para seus cidadãos e cidadãs que todos os dias se vêem abandonados e entregues a própria sorte, disse Marinor.

Neste ano, serão 08 premiados, entre eles, dois paraenses, Dom José Luís Azcona que tem denunciado a violação dos direitos humanos contra mulheres, adolescentes e crianças no arquipélago da ilha do Marajó e o tráfico humano.

Como bispo acompanhante da Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte 2, Dom Azcona tem feito denúncias sobre a situação alarmante de exploração sexual na região e cobra do poder público providências. Pela sua atuação, vem sofrendo ameaças de morte e Mary Lúcia Xavier Cohen, advogada, integra a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo e Comissão Justiça e Paz e da CNBB Norte 2. Mary Cohen tem destacada atuação na defesa intransigente dos direitos humanos da população mais desfavorecida no estado paraense.

Quem Foi João Canuto?

Após várias ameaças de morte, o dirigente sindical, João Canuto, foi assassinado com 18 tiros, no dia 18 de dezembro de 1985, em Rio Maria, sul do Pará.

Ele era perseguido principalmente por sua luta pela reforma agrária e o crime foi planejado por um grupo de fazendeiros do sul do Pará, entre eles Adilson Carvalho Laranjeira, fazendeiro e prefeito de Rio Maria na ocasião do assassinato, e Vantuir Gonçalves de Paula.

O inquérito foi concluído em 1993, oito anos após a ocorrência do crime, mas a denúncia foi feita pelo Ministério Público somente em 1996. Um ano depois, sob ameaça da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) de condenar o governo brasileiro pela demora na apuração dos fatos, o andamento do processo foi agilizado.

Em 1999, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana devido à lentidão na apuração do caso. Sob pressão de organizações de direitos humanos, em 2001, os dois acusados foram pronunciados como mandantes do assassinato.

É importante destacar que a perseguição e a violência contra trabalhadores rurais continua na região.

Em 1990, cinco anos após a morte de João Canuto, três de seus filhos, Orlando, José e Paulo, foram seqüestrados e dois deles assassinados.

Orlando sobreviveu, mas ficou gravemente ferido. Expedito Ribeiro, sucessor de João Canuto na presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi assassinado em 2 de fevereiro de 1991. Um mês depois, Carlos Cabral, sucessor de Ribeiro e genro de Canuto foi ferido num atentado a bala.

Programação do IX FÓRUM DO MHuD.

LocaL: Auditório Leme Lopes - IPUB/UFRJ – (Praia Vermelha) - Rio de Janeiro.

17h00- Lançamento dos livros:
1. Trabalho escravo contemporâneo: um debate transdisciplinar.
Organizadores: Ricardo Rezende Figueira, Adonia Antunes Prado e Horácio Antunes de Sant'Ana Júnior.
2. Olhares sobre a escravidão contemporânea. Novas contribuições críticas.
Organizadores: Ricardo Rezende Figueira e Adonia Antunes Prado.

18h00- Início da solenidade da entrega do Prêmio João Canuto, acompanhado de atividade cultural, com participação dos artistas do MHuD e dos convidados Jards Macalé e Jorge Mautner.

21h00- Encerramento.

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