sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Divisão do Pará: Primeira Sondagem de Opinião detectou que maioria dos eleitores do Pará é contra a divisão do Estado

By: MARINOR BRITO: - 22:41

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Maioria dos paraenses é contra a divisão do Estado. É o que afirma a pesquisa do instituto DataFolha, encomendada pela Tv Liberal e jornal Folha de São Paulo e divulgada nesta sexta-feira (11). Foram realizadas 880 entrevistas em 42 municípios paraenses, no período de 7 a 10 de novembro de 2011 e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº: 46041/2011. Os eleitores, acima de 16 anos, responderam as seguintes perguntas: 'Você é a favor da criação do Estado de Carajás?' e 'Você é a favor da criação do Estado do Tapajós?'.

Carajás - Em relação ao Estado de Carajás 58% dos entrevistados disseram 'Não' a divisão. Já 33% falaram que 'Sim', são a favor da divisão. Responderam 'Não sabe' 8%. Segundo a pesquisa, a divisão do Pará em duas novas unidades federativas é rejeitada pela população do Estado, mas encontra respaldo entre os eleitores que estão nas áreas onde seriam criados os novos Estados de Carajás e Tapajós.

A principal resistência à criação dos novos Estados vem da área onde ficaria o novo Pará, reduzido em seu território. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.


 
Tapajós - O índice dos eleitores que votariam favoravelmente à divisão do Pará para a criação do Estado do Tapajós é idêntico ao dos que têm a mesma opinião sobre Carajás: 33% são a favor do surgimento de Tapajós, e 58%, contra. O índice dos que não souberam responder foi de 10%.

Nos dois casos - Tapajós e Carajás - a pesquisa ressalta que a soma não totaliza 100% por causa do arredondamento das casas decimais. Uma vez que o Datafolha não divulga os resultados com casas decimais essa diferença pode acontecer.



Entre os eleitores que moram no território dos possíveis novos Estados, o apoio é maior à divisão. No Carajás, 84% são a favor de que a região se torne um novo Estado. No Tapajós, são 77% os favoráveis à criação do Estado. Entre os eleitores do Pará remanescente, 80% são contra a criação do Carajás e 77% são contra Tapajós.

O plebiscito irá consultar, no dia 11 de dezembro de 2011, a população do Pará sobre a divisão do atual território do Estado em duas novas unidades federativas.

Dois números serão utilizados no dia do Plebiscito. O '55' deverá ser escolhido pelos eleitores que decidirem pela não criação dos Estados e o '77' para os que forem favoráveis ao desmembramento do Estado.

O resultado completo da pesquisa será publicado na edição do Jornal O Liberal deste sábado (12).

Fonte: Portal ORM - http://www.orm.com.br/

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1 comentários:

Antonio disse...

O Congresso Nacional aprovou um plebiscito que será realizado em 11 de dezembro deste ano, prá população do estado do Pará decidir se o estado deve ser dividido em 3 ou não. Então o plebiscito vai perguntar se o cidadão é a favor ou não da criação do estado do Tapajós, situado à oeste do estado do Pará, e Carajás à sudeste do Pará. O que ninguém explica direito são as conseqüência dessa divisão.
Atualmente o Pará tem 17 deputados Federais e pela Constituição cada estado tem que eleger no mínimo 08 deputados federais e até no máximo de 70. Então, basta fazer as contas, imagine que o Pará seja dividido em 3, cada um desses 3 estados vai ter que eleger 8 deputados federais, então 3 X8 = 24 deputados federais, ou seja, teríamos que aumentar de 17 para 24 deputados federais. Hoje temos 513 deputados federais na Câmara dos Deputados, assim, teríamos que aumentar para 520, e quem vai pagar a conta somos todos nós. Cada deputado, em sua legislatura completa, gasta em média 27 milhões de reais, por baixo. Com 7 (sete) novos deputados sairia por R$ 190 milhões a mais. Isso sem contar com as emendas parlamentares, sem contar com a construção de anexo, novos gabinetes para acomodá-los, isso sem contar os 06 novos senadores, é claro, 48 novos deputados estaduais, duas Assembléias Legislativas novas, 2 novos Governos Estaduais, secretarias, tribunais de justiça e milhares de funcionários públicos para sustentar essa máquina. O IPEA já calculou o custo de manutenção desses novos estados, que será de 2,2 bilhões para Tapajós, e 2,9 bilhões para Carajás. O problema e que a projeção de arrecadação não cobre esse valor. Então, teria um déficit de 2,16 bilhões a ser coberto por quem? Governo Federal é claro, custeado com o nosso dinheiro. O fato é que: os únicos interessados na divisão do Pará são pretendentes a políticos; é gente que quer ser governador, gente que quer ser deputado estadual, gente que quer ser funcionário público, gente que ser deputado federal e senadores.
Ao invés de se concentrarem na raiz do problema, que é a péssima administração pública, inventam soluções mirabolantes como divisões de estado.
Só esse plebiscito vai gastar 5 milhões de reais ou mais. Então, infelizmente como não são todos os brasileiros que poderão votar nesse plebiscito, pedimos aos habitantes do Pará que votem NÂO? Nas duas perguntas. Afinal não é aumentando a máquina pública, inchando-a que o problema será resolvido. É justamente aumentando a eficiência da administração.
Imagine se o Brasil vai querer sustentar mais do que 513 deputados, que já é um número absurdo. Deveria no mínimo ser enxugado pela metade, ou em um terço.
Só lamentamos que uma parte da população do Pará, provavelmente, nem sequer se comunica através da internet, mas de qualquer forma pedimos àqueles que tem conhecimento, que nos ajudem a divulgar a verdade.

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