quinta-feira, 4 de novembro de 2010

UM ANO SEM VEREQUETE

By: MARINOR BRITO: - 16:53

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Nascido em 1926, na localidade de “Careca”, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança e ainda criança, logo que perdeu a mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, mudou-se com o pai, Antônio José Rodrigues, para o município de Ourém. Aos 12 anos, resolveu morar sozinho no município de Capanema, onde trabalhou como foguista. Na década de 40, veio para Belém, morou no distrito de Icoaraci e nos bairros da Pedreira e Jurunas.
O apelido, “Verequete” aconteceu por acaso. Em relato à atriz e diretora de teatro Karine Jansen ele explicou: “Uma moça que eu gostava me levou num batuque. Uma certa hora da madrugada, o Pai de Santo cantou ‘Chama Verequete’. Cheguei no trabalho contando aos colegas o fato. Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete. E assim ficou”. Disso, saiu a composição “Chama Verequete” que se tornou uma das mais populares da carreira do mestre.

Luiz Arnaldo Campos, Senadora Marinor e Verequete, em 2005.
Em vida recebeu inúmeras homenagens e foi tema do documentário “Chama Verequete”, dirigido por Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira, que narra da sua vida, além de ser o personagem fundamental na história do ritmo com raiz paraense, o Carimbó, estilo que legitimou e divulgou por todo o Brasil. O documentário ganhou prêmio de melhor música no Festival de Gramado (2002) e Menção Honrosa no Festival de Curitiba (2002) e foi produzido com recursos da primeira edição do Edital de Incentivo à produção de Curta Metragens (hoje, extinto), na gestão de Edmilson Rodrigues, então prefeito de Belém e um apaixonado pelo carimbó e particularmente pela obra de Verequete.
Outra grande homenagem é a coleção composta por uma caixa que inclui, além do curta-metragem, o CD “Verequete é o Rei” e o livro “Som dos Tambores”, numa realização da Associação Amazônica de Difusão Cultural, Social e Ambiental, com patrocínio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).
Mas o reconhecimento, que veio tardio, não lhe trouxe a saúde de volta. Durante sua trajetória, mestre Verequete, jamais viveu somente de seu trabalho como artista. Para sobreviver, muitas vezes, ele teve que vender churrasquinho na porta de sua casa, na periferia de Belém.
Agora, já em outro universo, ele recebe nossa singela homenagem. Sua imagem de homem simples, chapéu na cabeça, sempre, além de sua voz firme e um olhar encantador e profundo, vai ficar para sempre na memória do povo paraense, como ele muito bem nos ensinou a cantar:“O carimbó não morreu. Está de volta outra vez. O carimbó nunca morre. Quem canta o carimbó sou eu”.

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